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Balada de Agosto

Quarta-feira, 24.08.05

Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto
Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado
Tanto orgulho que não meço
O remorso das palavras
Que não digo
Mesmo na luz não há quem possa se esconder do escuro
Duro caminho o vento a voz da tempestade
No filme ou na novela
É o disfarce que revela
O bandido
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha
Nos teus olhos

Zeca Baleiro e Fagner

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publicado por Zana às 23:55

Richard Bach

Domingo, 21.08.05
"Podemos oferecer um presente,
mas não podemos obrigar ninguém a aceitá-lo."

"Se evitas os problemas,
jamais chegarás a ser aquele que os superou."

"Se buscas a segurança antes da felicidade,
a segunda será o preço que terás que pagar pela primeira."

"Nunca te é concedido um desejo
sem que te seja concedida também
a faculdade de torná-lo realidade.
Entretanto, é possível que tenhas que lutar por ele."

"Estou aqui não porque deva estar,
nem porque me sinta cativo nessa situação,
mas porque prefiro estar contigo
a estar em qualquer outro lugar do mundo inteiro."

"As vezes ficamos enlouquecidos,
porque esquecemos que somos diferentes.
Porque o amor não é uma competição
para que cada um supere a força do outro,
mas uma cooperação que necessita dessas diferenças."

"O que nos cativa também nos guia e protege.
Apaixonadamente obcecados por algo que amamos,
uma avalanche de magia nos aplaina o caminho,
dá o prumo, argumenta, discorda,
carrega-nos consigo sobre os abismos,
os medos e as dúvidas."

"Se queres chegar de fato a ser feliz,
só irás consegui-lo deixando de pensar em ti.
Enquanto não abrires espaço em tua vida para alguém que seja,
para ti, tão importante como tu mesmo,
viverás solitário, perdido e buscando..."

"Não precisas de muralhas!
As muralhas não te protegem,
te isolam!"

"A ninguém é possível morrer.
O '"Não matarás" não é um mandamento,
mas uma promessa:
não poderias matar mesmo que tentasses,
porque a vida é indestrutível."

"Nada acontece por acaso.
Não existe a sorte.
Há um significado por detrás de cada pequeno ato.
Talvez não possa ser visto com clareza imediatamente,
mas sê-lo-á antes que se passe muito tempo."

"Todos somos anjos-mestres;
todos já aprendemos algo que alguém,
em algum lugar, precisa recordar."

"Quero ensinar-te o que aprendi,
E isso quero dar-te gratuitamente
Porque tu farás com esse aprendizado,
Algo diferente do que fiz.
E sei que de algum modo,
Encontrarás a forma de dizer
Que fizeste diferente e...
Porque o fizeste"

Richard Bach

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Gaston Bachelard

Domingo, 21.08.05
mg.jpg

1-"É no devaneio que somos livres"

2-"Como diz Nietzsche: tudo que é decisivo só nasce apesar de. Isso é tão verdade no mundo do pensamento como no mundo da ação. Toda verdade nova nasce apesar da evidência, toda experiência nova nasce apesar da experiência imediata."

3-"diga-me como te transformas, que te direi quem és."
Diga-me como te procuramos, dir-te-emos que és."

BACHELARD, Gaston.

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publicado por Zana às 20:48

Clarice Lispector

Sábado, 20.08.05
fotosgurupi 035.jpg

Trechos do conto "Perdoando Deus", do livro Felicidade Clandestina
Clarice Lispector

"...Porque eu me imaginava mais forte.
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado:
pensava que, somando as compreensões, eu amava.
Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. "

"...Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.
É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade
ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda..."

"...E é porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando.
É porque sempre tento chegar pelo meu modo.
É porque ainda não sei ceder.
É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria e não o que é.
É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele..."




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publicado por Zana às 20:13

A flor e a náusea

Sábado, 20.08.05
Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.
Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam pra casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade

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publicado por Zana às 19:27





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